Será possível discutir sobre oportunidades de negócios em meio à Pandemia?

No meu artigo anterior ("Pandemia, quarentena e crise: Considerações sobre o MOMENTO para quem quer montar a sua franquia") procurei traçar algumas considerações sobre a relação entre:


  • o tempo;

  • as aplicações financeiras e os salários;

  • e a concorrência e o mercado imobiliário.


Hoje o nosso foco estará voltado para o setor da saúde, mais especificamente, para a área da saúde mental que apresenta uma demanda reprimida gigantesca e que não para de crescer.


Investir na área da saúde é um negócio bom para todos e, notadamente, para os clientes que precisam de acompanhamento especializado, como é o caso da área da saúde mental.


O cenário brasileiro nessa área, já era considerado deficitário antes da Pandemia. Segundo a OMS o Brasil é o país com maior número de habitantes com problemas de “ansiedade” em todo mundo e, com a passagem da crise provocada pelo coronavírus, essa triste realidade tenderá a piorar.


Nesse cenário, a demanda crescente por tratamentos psiquiátricos gera uma grande pressão sobre os prestadores de serviços de saúde mental para aumentarem a oferta de consultas relacionadas. Essa pressão é percebida, tanto na saúde pública (SUS), quanto na privada (clínicas e planos de saúde).


Sobre a saúde privada brasileira, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), o setor de saúde suplementar está bem próximo de atender a ¼ da população do país. Serão quase 50 milhões de pessoas com planos de assistência médica, gerando algo em torno de R$ 200 bilhões em receitas anuais. Confira no gráfico ao lado.


  • Com base no Ministério da Saúde, cada brasileiro em média faz 2,5 consultas médicas por ano;

  • Os beneficiários de planos privados chegam a fazer 5,5 consultas médicas por ano;

  • Dentre essas consultas médicas, o Ministério da Saúde estima que 2,2% são consultas psiquiátricas, ou seja, consultas relacionadas à doença da mente.


A partir destes dados, foi possível estimar o número de consultas médicas em psiquiatria para beneficiários de planos privados, conforme o gráfico abaixo:


Podemos observar no gráfico ao lado que em 2018 o número de consultas foi de 5,74 milhões no ano e a taxa de crescimento entre 2011 a 2018 foi de 3%. Em 2018, o tamanho do mercado estimado para consultas de psiquiatria (com ou sem convênio) foi de 11,4 milhões, sendo que 49% destas consultas são de pacientes que possuem um convênio.


O gráfico a seguir mostra o crescimento, ao longo de 15 anos, do número de pessoas com casos de transtornos mentais, totalizando um aumento de 3,1 milhões de casos.


De acordo com a World Health Organization, entre 76% a 85% da população de países em desenvolvimento não recebem tratamento para transtornos mentais, ou seja, aproximadamente 19,5 milhões de brasileiros farão parte desse grupo sem tratamento. Dessa forma, este mercado apresenta uma demanda reprimida de 80% da população com risco de desenvolver doenças da mente.


Concluindo, temos:


1º) O setor de saúde mental brasileiro com alta demanda reprimida e enorme potencial de crescimento;


*2º) Um cenário pós-crise com um mercado imobiliário vendedor (com mais oferta do que procura) e, portanto, com alugueis mais baratos. 


*3º) Investidores, detentores do capital, cada vez menos satisfeitos com os resultadas de suas aplicações financeiras.


*os itens 2º e 3º foram mais abordados no meu artigo anterior;


Sendo assim, agora a bola está nas mãos dos investidores (detentores do capital), que têm a oportunidade de montarem negócios mais rentáveis que suas aplicações financeiras atuais, mais seguros por se tratarem de negócios testados, com marcas consolidadas e com suporte operacional (franquias) e, principalmente, com uma causa muito nobre que é ajudar o país num dos setores mais necessitados, a SAÚDE.


Boa semana e bons negócios.


Rui Peixoto Camargo

© 2020 por Grupo Latino Americano de Franquias

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