Pandemia, quarentena e crise: Considerações sobre o MOMENTO para quem quer montar a sua franquia


Fazendo uma rápida análise sobre o panorama de crise atual e sua implicação sobre o mercado de compra e venda de franquias, encontramos alguns argumentos para aqueles que estão capitalizados e querem realizar o sonho de montar o próprio negócio. Esse entendimento se dá com base na análise de três pontos: o tempo; as aplicações financeiras e os salários; e a concorrência e o mercado imobiliário.


Sobre o tempo, mais especificamente sobre a cronologia da compra de uma franquia, em média, esse processo gira em torno de seis meses, entre o primeiro contato com a marca e a inauguração da unidade. Com isso, caso esse processo de compra seja iniciado agora, em abril, o franqueado estará inaugurando a sua unidade só no segundo semestre de 2020. Portanto, após a passagem da crise e na retomada do crescimento da economia, encontrando um cenário de demanda reprimida e de baixos custos.


Sobre as aplicações financeiras e os salários. Com os rendimentos das aplicações financeiras caindo ano a ano, ao avaliarmos a atratividade e o risco do investimento em franquias, percebemos o aumento da atratividade e a queda do risco, fato que, na prática, comprovamos com o aumento da procura pela compra de franquias ocorrida nos últimos meses. Aumento impulsionado, em grande parte, por investidores insatisfeitos com seus baixos rendimentos.


Com relação aos salários, a tendência natural do pós-crise é termos o aumento da demanda por empregos e, consequentemente, a redução dos salários. Com isso quem der o início ao processo de compra de uma franquia agora, terá mais facilidade para contratação de pessoas qualificadas, quando estiver próximo da sua inauguração, no segundo semestre.


Outro ponto importante desta análise está relacionado à concorrência e ao mercado imobiliário. A previsão no cenário pós-crise é de termos uma concorrência bem enfraquecida pelo período de crise, endividada e, infelizmente, sem muita condição de fazer os investimentos necessários durante um período de recuperação. Essa queda da capacidade de investimento impactará diretamente sobre os preços dos aluguéis, tanto pelo aumento de oferta de imóveis, imóveis vagos devido ao fechamento de algumas empresas, quanto pela pressão de inquilinos sobre a redução dos valores dos seus aluguéis, fato que ocorre sempre que o mercado entra em crise. Com isso, as vantagens do empreendedor que se encontra capitalizado, pronto para montar um novo negócio, que tem reserva econômica para o capital de giro inicial, para o marketing de lançamento e para os outros custos iniciais, serão enormes.


Além destas questões mais relacionadas ao capital, um ponto que não pode deixar de ser apresentado, e que talvez seja o mais importante, é o estado emocional desse novo empreendedor. Empreendedor que, na sua grande maioria, está prestes a realizar o sonho da sua vida, o sonho de ter o próprio negócio, com toda a energia necessária para o início do seu novo negócio. Tudo isso num cenário com boas opções de pontos comerciais e com preços menores do que os praticados atualmente.


Resumindo, estamos passando por uma fase muito difícil, que está nos obrigando a nos reinventarmos, mas desejamos que, num futuro próximo, com a retomada da economia, possamos contribuir com a criação de novos negócios e, principalmente, com a criação de novas oportunidades de trabalho e de crescimento.


Estamos juntos nessa luta!


Rui Peixoto Camargo

Diretor Comercial no Grupo Latino Americano de Franquias Vendas, Networking e Negócios

© 2020 por Grupo Latino Americano de Franquias

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