OS SETE DESAFIOS DO FRANQUEADOR INTERNACIONAL



Para iniciar a internacionalização de sua marca, cada franqueadora precisa ter atenção aos seguintes desafios, que inerentes a este processo:


1. Inovar constante;



2. Identificar mercados ainda não explorados;


3. Analisar sua experiência como franqueador e definir muito bem a escolha de seu franqueado
 internacional;


4. Elaborar o planejamento estratégico para a internacionalização;



5. Planejar como irá implantar e sustentar o modelo de negócio no exterior;



6. Desenvolver uma visão intercultural;


7. Estar preparado para atender às exigências dos consumidores locais.


Esta é a relação dos maiores desafios vivenciados pelas franquias nos processos de internacionalização, de forma geral, comprovado pelos autores do estudo realizado pela ESPM em 2014 com franquias brasileiras.


As questões ligadas à inovação (seja de produto ou serviço), foi o principal deles. Em termos de inovação do produto, não se trata da simples diferenciação na qualidade, embalagem ou marca. O essencial é que ele apresente uma nova funcionalidade antes desconhecida pelo consumidor.


O segundo desafio apontado, consiste em identificar mercados não explorados. Para isso, é essencial a realização de pesquisas mercadológicas. A ABF contém um extenso banco de pesquisas de mercado a disposição de seus associados.


O terceiro lugar está relacionado diretamente com a experiência do franqueador e a escolha do franqueado. É importante que o franqueador tenha alguma experiência internacional em negociação intercultural, se possível no país em que a franquia deseja atuar. Caso o franqueador não possua essa vivência, deve contratar um profissional ou uma consultoria com experiência em negócios internacionais e franchising, em busca do máster franqueado ideal para a marca.


Outro desafio é desenvolver um planejamento estratégico para a internacionalização. Apesar de arriscada e de ser configurada algumas vezes como uma aventura, a exportação das marcas envolve comprometimento de grandes recursos e esforços. Para tanto, é essencial que o franqueador tenha muito bem planejado as ações nos diferentes momentos da internacionalização. Se for a primeira vez, o apoio de consultorias especializadas e da própria ABF são importantes aliados.


Implantar e sustentar o modelo de negócio vem como o quinto desafio estabelecido. O grande problema no exterior é a distancia cultural e institucional, que por vezes, exerce pressão para a mudança de formato do negócio no exterior. Além disso, um segundo aspecto é a distância geográfica e mental do franqueador em relação à franquia em outra região, o que pode variar dependendo da escolha do modelo de expansão.


A pesquisa mostrou também, que estavam mais satisfeitos aqueles franqueadores que na seleção dos franqueados procuram empreendedores e concederam a eles maior flexibilidade nas mudanças de processos e mercados, desde que não o formato de negócio.


Em seguida, vem o desafio de desenvolver uma visão intercultural. Formar a mão de obra no exterior é um fator bastante impactante no projeto. O perfil do trabalhador no exterior difere do trabalhador nacional. O estudo mostra que 55% dos franqueadores brasileiros ainda buscam o mesmo perfil do trabalhador brasileiro, para atuação no exterior para que a reaplicação do modelo de negócio nacional seja garantida, mas este visão precisa ser revista.


E por fim, talvez o mais importante seja atender às exigências dos consumidores locais. De acordo com a pesquisa esse fator está diretamente relacionado com as atividades de marketing da franquia. No que tange as atividades de marketing e comunicação, as franquias sentem uma forte necessidade de adaptação às realidades locais para atender as necessidades dos consumidores.


Assim, com relação as adaptações que precisam ser feitas em termos de produtos e serviços para atender as exigências dos consumidores, o estudo recomenda alguns cuidados essenciais como: a adaptação do idioma (ressaltado por 90% dos entrevistados); deve-se ter muito cuidado com a nomenclatura em cada região, e adaptação à cultura local; procurar entender certas peculiaridades, e considerar hábitos e atitudes dos povos de onde pretende estabelecer sua franquia.


Fonte: ESPM, ABF e SEBRAE

© 2020 por Grupo Latino Americano de Franquias

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